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Lançamento da Pesquisa: “Percepções e Expectativas do Jovem-Potência sobre a Lei da Aprendizagem”!

Hoje, em 29/05, ocorreu o lançamento da pesquisa “Percepções e expectativas do jovem-potência sobre a Lei da Aprendizagem”, um momento de diálogo em rede e busca por soluções coletivas para a inclusão produtiva dos jovens. 

Elaborada com o apoio técnico da Lab&Tal, a pesquisa tem como foco a Lei de Aprendizagem, que originalmente visa facilitar a entrada dos jovens no mercado de trabalho, reduzir a evasão escolar e contribuir para o desenvolvimento econômico regional. No entanto, ainda é uma realidade distante para os jovens das periferias.

Após a apresentação da pesquisa, que delineou o cenário da aprendizagem no Brasil e destacou seus principais resultados, essas descobertas foram discutidas em um painel mediado por Flávia Lisboa Porto, conselheira da United Way Brasil e diretora de RH na Reckitt. Ela conduziu o diálogo entre Mariana Jardim, Tais Alemar, Tatiane Dias, Armando Júnior e Nayara Bazzoli, proporcionando um debate entre representantes de empresas, governo, sociedade civil e, é claro, jovens.

Para ter acesso à pesquisa completa e explorar mais detalhes sobre as percepções e expectativas dos jovens em relação à Lei da Aprendizagem, clique aqui!

JUNTOS PELO RIO GRANDE DO SUL! DOE E AJUDE

Juntos pelo Rio Grande do Sul! Doe e Ajude

Com as fortes tempestades que atingem o Rio Grande do Sul, muitas pessoas estão necessitando de recursos. Diante da situação de calamidade pública enfrentada pelos gaúchos, a UWB está conduzindo uma campanha solidária de arrecadação de fundos emergenciais para apoiar as milhares de famílias desabrigadas..

A campanha é realizada via Pix e os recursos captados são de um fundo de apoio privado, com empresas parceiras da UWB. Neste momento, as doações serão destinadas à aquisição de água, alimentos e materiais de limpeza. A UWB é a responsável pelo repasse dos recursos e acompanha diariamente a demanda do território em parceria com a Ação da Cidadania.

Esta iniciativa faz parte do projeto “Ações Emergenciais” que tem como objetivo apoiar populações afetadas por catástrofes naturais, como enchentes, rompimento de barragens, dentre outros eventos. 

Faça parte dessa grande rede de solidariedade. Vamos juntos?

Faça um pix de qualquer valor para doe@uwb.org.br!

UWB mantém a excelência e recebe novamente Selo Doar na Categoria A+

A UWB conquistou pelo segundo ano consecutivo o Selo Doar na categoria A+, a mais elevada da certificação. A premiação existe há 10 anos e tem como objetivo promover e validar a transparência nas organizações não-governamentais brasileiras, sendo um selo de aprovação independente que atesta os Padrões de Gestão, Transparência e Doação.

Para receber o selo, as instituições passam por uma avaliação conduzida pelo Instituto Doar e há 41 critérios de análise nas áreas como: Causa e Estratégia, Governança, Contabilidade e Finanças, Gestão, Recursos Humanos, Estratégia de Financiamento, Comunicação, Prestação de Contas e Transparência. Para alcançar a categoria A+, é necessário obter no mínimo 34 pontos.

A conquista do selo Doar A+ reflete o compromisso da UWB com sua governança e responsabilidade perante os investidores e a sociedade em geral. Além desse selo, que atesta sua transparência, a UWB também divulga suas iniciativas por meio das redes sociais e de relatórios anuais e semestrais, e também publica anualmente um balanço financeiro auditado externamente.

Com este reconhecimento, a UWB consolida sua reputação como uma entidade responsável, competente e engajada em atuar de forma efetiva nas comunidades e na educação de crianças e jovens. Junte-se a nós nesta caminhada!

Abril verde: crianças têm direitos e nós devemos garanti-los

Na última etapa de nossa campanha #ColorindoOCuidadoNaPrimeiraInfância, realizada sob o âmbito da parceria do Programa Crescer Aprendendo com o Condeca, vamos falar de um assunto que merece total atenção: os direitos que crianças devem acessar para que possam se desenvolver integralmente. Somos nós, adultos, quem devemos atuar para que tais direitos sejam garantidos. Por isso, escolhemos esse tema para encerrar nossa campanha, afinal, sem direitos não há justiça, dignidade e equidade.

Você sabia que no artigo 227 da Constituição Federal de 1988 está definido que a criança deve ser prioridade para a família, sociedade e Estado? São estes três entes que precisam garantir a ela o direito à vida, saúde, alimentação, ao lazer, à educação, cultura, ao respeito, à liberdade e convivência familiar e comunitária.

O fato é que ainda vemos acontecer muitas violações dos direitos das crianças assim como atos de violência, que acontecem em diferentes fases da infância e em vários ambientes, inclusive em algumas famílias.

Mas como as famílias podem garantir esses direitos?

O primeiro passo consiste em conhecê-los para depois juntarem-se a outras pessoas da comunidade para discutir as dificuldades e potencialidades que afetam a todos. Por exemplo, as famílias e suas crianças precisam ter acesso a diversos recursos, como praças, jardins, parques e outros espaços públicos limpos e seguros para brincar; ter bibliotecas, centros culturais e comunitários com atividades infantis; uma rede de saúde abrangente; creches, pré-escolas e escolas; alimentação adequada e água potável.

Por isso, as articulações entre as famílias da comunidade precisam se concentrar no acesso e na qualidade desses serviços.

Sobre o direito à saúde

Nós já abordamos este tema, durante nossa campanha, no mês de fevereiro, mas vale reforçar que a criança deve acessar o direito à saúde desde sua concepção, tendo qualidade na assistência pré-natal, que não contribui apenas para o bem-estar da mãe, mas também para o desenvolvimento saudável do bebê.

Dar condições para que toda e qualquer criança nasça em um parto humanizado e bem realizado é proporcionar igualdade de oportunidades desde o início da vida.

Sobre o direito à educação

Toda criança tem o direito de frequentar a creche e a escola para acessar e potencializar os seis direitos de aprendizagem, definidos pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Ela precisa conviver com outras crianças e adultos para utilizar diferentes linguagens, ampliando o conhecimento sobre si e o outro e o respeito às diferenças

A criança deve brincar em diferentes espaços, com outras crianças e com adultos, para ampliar seus conhecimentos, suas experiências, sua imaginação e criatividade.

A criança também tem de participar, com adultos e outras crianças, do planejamento da gestão da escola e das atividades que irá realizar, como escolher as brincadeiras, os materiais, aprendendo a se posicionar.

Ela precisa explorar, por exemplo, movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, palavras, emoções, transformações, histórias, elementos da natureza, para ampliar seus saberes sobre a cultura.

É importante que a criança aprenda a se expressar suas necessidades, sentimentos e opiniões por meio de diferentes linguagens.

Por fim, a criança precisa se conhecer e construir sua identidade pessoal, social e cultural para construir uma imagem positiva de si e de seus grupos sociais.

Sobre o direito à proteção

Proteger significa cuidar de forma intencional, livrando a criança de qualquer tipo de violência ou negligência. Mas, infelizmente, é comum a criança sofrer violência por parte das pessoas que convivem com ela, em especial, dos adultos. Muitas vezes, essas pessoas agem dessa forma porque acham que estão educando. Mas bater, gritar, humilhar os pequenos são formas de agressão, que têm impacto negativo na autoestima e no desenvolvimento infantil.

Também cabe à família proteger a criança de acidentes, começando no ambiente de casa. É preciso estar atento a elementos prejudiciais aos pequenos, como objetos que podem ser engolidos, líquidos coloridos e texturas diversas. À medida que o bebê cresce e se movimenta mais, os riscos de acidentes aumentam proporcionalmente.

A quem recorrer para conseguir acessar os direitos

Em primeira instância, é a prefeitura quem deve atender às demandas da comunidade, no entanto, quando isso não acontece, as famílias precisam procurar os conselhos municipais e os promotores de justiça para garantir seus direitos.

Dentre os órgãos que se dedicam à garantia de direitos está o Conselho Tutelar, a Vara da Infância, a Defensoria Pública, as secretarias de educação e de assistência social. Endereços e formas de contato com esses equipamentos públicos são encontrados no site da prefeitura. É fundamental que sejam acionados sempre que se perceber que um direito da criança está sendo violado. Só desta forma vamos cumprir o nosso dever de cuidar e proteger a criança para que tenha uma vida plena e digna.

No Crescer Aprendendo, programa implementado pela United Way Brasil (UWB), a garantia de direitos é tema das conversas e dos conteúdos compartilhados com as famílias participantes. Temos o compromisso de apoiá-las para que conheçam que direitos são esses e como acessá-los. Este é um dos propósitos que fortalecem nossa parceria com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Condeca-SP), financiada com o direcionamento do Imposto de Renda das empresas Caterpillar, Elanco, Escola Móbile, Lear, O-I, Sanofi e 3M. Até abril de 2024, 450 famílias em situação de vulnerabilidade social, da região do Campo Limpo, Jardim Ângela e Parque Santo Antônio, em São Paulo, serão beneficiadas com segurança alimentar, apoio psicológico e formação sobre temas essenciais para fortalecer o bem-estar de suas(seus) filhas(os).

Encerramos a nossa campanha #ColorindoOCuidadoNaPrimeiraInfância com um convite à reflexão: estamos cumprindo o nosso papel de garantir os direitos de nossas crianças? Esta é a nossa missão coletiva, por isso, vamos juntos fortalecer o cuidado e a proteção às crianças para que cresçam e se tornem adultos comprometidos com uma sociedade que acolha e cuide de cada pessoa, sem deixar ninguém para trás.

A potência de uma oportunidade foi tema central do Encontro Anual 2024 da UWB

Na última quarta-feira (24), realizamos o nosso encontro anual com o tema “A Potência de uma Oportunidade”, na sede do Morgan Stanley, em São Paulo. Reunimos cerca de 80 pessoas, entre líderes empresariais, conselheiros e convidados e equipe da UWB.

Foi um momento especial, onde destacamos como as oportunidades são verdadeiras chaves para o desenvolvimento das novas gerações e como unidos podemos gerar mudanças significativas e estruturais.

Gabriella Bighetti, CEO da UWB, abriu o encontro compartilhando os frutos do trabalho conjunto da UWB com as empresas parceiras, no último ano, detalhado no Relatório Anual 2023 que está disponível em nosso acervo. No último ano, impactamos  diretamente a vida de cerca de 20 mil pessoas, sendo 4.521 famílias, 15.312 jovens e 817 voluntários. 

Para enriquecer ainda mais nosso encontro, contamos com a presença da Angela Dannemann, conselheira da UWB e Especialista em Avaliação de Programas, no painel sobre “Primeira Infância”. Angela abordou a importância do investimento social no desenvolvimento da primeira infância e os impactos positivos para a sociedade.

Na segunda parte do evento, Flávia Porto, conselheira da UWB e diretora de RH da Reckitt, liderou um bate-papo sobre as “Percepções e expectativas de Jovens-Potência sobre a Lei da Aprendizagem”, na companhia da Daniella Camara, diretora executiva de diversidade e inclusão do Morgan Stanley, e do Kaique Gonçalves, jovem aprendiz e integrante do Núcleo Jovem do programa Juventudes Potentes.

Também ouvimos relatos impactantes de jovens e mães beneficiados pelas iniciativas da UWB, além do depoimento da pesquisadora Elisa Altafim, da USP de Ribeirão Preto, sobre a avaliação dos efeitos positivos na mudança de comportamento das famílias atendidas pelo projeto Crescer Aprendendo, mesmo passados quatro meses do término do acompanhamento no programa.

As empresas e os voluntários que apoiam essas iniciativas tão relevantes ao final foram homenageados com o certificado Empresas Impactantes. Confira os destaques em cada categoria:

Categoria Brasil
Accenture, Dow, EY, Lear e P&G

Categoria Região
American Tower, Kyndryl, Morgan, Owens Illinois, Takeda e Zurich

Categoria Comunidade
3M, Ecolab, John Deere,  Mapfry, PwC e  Zurich Santander

Categoria Família
Eli Lilly e Lenovo

Categoria Pessoas
Johnson Controls,  Pinheiro Neto e  Trigueiro Fontes

Confira nas fotos um pouco do evento e vamos juntos oferecer cada vez mais oportunidades para as novas gerações!

#JuntosPelasNovasGerações #PrimeiraInfância #Juventudes #ImpactoSocial #Colaboração #Transformação 

GPTW divulga rankings de empresas focadas em ações para as novas gerações

Nesta quarta-feira (10), o Great Place to Work (GPTW) divulgou o ranking de Diversidade, Equidade e Inclusão e a UWB esteve presente, mais uma vez, especialmente para prestigiar e reconhecer as empresas que foram destaques em iniciativas voltadas à Primeira Infância e para a juventude periférica.

Desde 2019, a UWB é a parceira de criação do ranking Primeira Infância do GPTW, e atua como consultora para avaliar as empresas que têm políticas e práticas para apoiar seus colaboradores que são pais e mães. Para a gerente de Programas de Impacto Social da UWB, Paula Crenn, essa premiação é um passo importante para a discussão e a garantia de processos humanizados e inclusivos aos pais e comunidade.

“É uma honra chegarmos ao 5º ano da categoria de Atenção à Primeira Infância, uma parceria da UWB, Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal e GPTW que reconhece empresas que têm práticas ou políticas direcionadas para crianças de 0 à 6 anos,  que estão ligadas diretamente aos pais ou cuidadores, seus colaboradores ou a comunidade local. As práticas como licença parental estendida, ações de formação com os cuidados na primeira infância, apoio financeiro ou acompanhamento com especialistas, cuidados com a volta especialmente da mãe após licença maternidade, campanhas internas e apoio na melhora da educação infantil de escolas no entorno, são alguns exemplos destas ações tão importantes para apoiar o desenvolvimento infantil”, menciona Paula Crenn.

Em 2023, a UWB também foi responsável pelo lançamento da categoria Jovens-potência, para avaliar empresas que têm práticas para inclusão produtiva de jovens da comunidade periférica.

O lançamento da categoria `Melhores Empresas para Trabalhar – Jovens Potência` foi um ganho para todo o ecossistema de inclusão produtiva jovem. Através desta premiação, construída em parceria com a GPTW e toda a nossa rede, pudemos, como parceiros técnicos, avaliar 98 empresas e reconhecer 15, dando destaque para as melhores práticas em garantir a atração e a permanência de jovens de baixa renda em organizações de grande, médio e pequeno porte”, conta a gerente do Programa Juventudes Potentes, Nayara Bazzoli.

Para Nayara, esta premiação é uma forma de colocar luz no tema e incentivar para que cada vez mais empresas se responsabilizem por aprimorar suas políticas e práticas pelas juventudes. “Este foi só o começo!”, afirma.

Confira os ganhadores de cada categoria:

Atenção à Primeira Infância (Pequenas, Médias e Grandes Empresas)

1. Zurich Seguros

2. Accenture do Brasil

3. Grupo Cataratas

4. Avanade

5. Banco PAN

6. Liberty Seguros S/A

7. Eurofarma Laboratórios S/A

8. Astellas Farma Brasil Importação e Distribuição de Medicamentes Ltda.

9. Hospital Albert Einstein

10. IBM Brasil

Jovens-Potência – Pequenas Empresas (30 a 99 colaboradores)

1. BMG Seguridade

2. Agência Yooper Digital Marketing

3. Neon Comercial Reagentes Analíticos

Jovens-Potência – Médias Empresas (100 a 999 colaboradores)

1. Youx Group

2. Pague Veloz

3. Grupo Cataratas

4. Aqia Química Inovativa

5. Zurich Santander Seguros e Previdência

6. Box Print

Jovens-Potência – Grandes Empresas (acima de 1000 colaboradores)

1. Avanade

2. Accenture do Brasil

3. Sylvamo

4. Arcos Dorados

5. Dow

6. Capgemini Brasil

“É uma grande satisfação ver tantas empresas que seguem comprometidas por mais um ano em contribuir para o desenvolvimento de crianças e seus familiares, com iniciativas que vão além de expectativas relacionadas à uma gestão humanizada. Empresas como Grupo Cataratas, Avanade, Eurofarma Laboratórios, Astellas Farma Brasil e IBM Brasil, por exemplo, figuram novamente no ranking de Atenção à Primeira Infância”, celebra a diretora executiva, Gabriella Bighetti.

As empresas certificadas que participam do ranking DE&I (Diversidade, Equidade e Inclusão) do GPTW são submetidas a critérios específicos de classificação e respondem a questionários especiais para avaliar políticas, programas e práticas de apoio à diversidade e inclusão, e também à aplicação dessas práticas ao restante da cadeia produtiva.

Para apoiar o desenvolvimento de ações inclusivas nos ambientes corporativos, a UWB desenvolveu um guia. Clique aqui para baixá-lo.

Março roxo: por que o uso de telas pode ser prejudicial à saúde integral da criança?

Voltamos à nossa campanha #ColorindoOCuidadoNaPrimeiraInfância, realizada sob o âmbito da parceria do Programa Crescer Aprendendo com o Condeca, para tratar de um assunto que preocupa especialistas, pais e responsáveis pela criança pequena: quais os limites de uso de telas na infância? Escolhemos o tema para marcar o mês, porque as ferramentas tecnológicas estão cada dia mais presentes em nossas vidas. Saber como utilizá-las é imprescindível para fazer combinados e orientar os pequenos, sem prejuízos ao seu pleno desenvolvimento.

Menos telas e mais brincar livre. Isto mesmo! Este é nosso alerta diante da realidade que temos presenciado, com o uso excessivo das telas pelas crianças, um problema que se agravou com a pandemia da Covid-19 e que tem se tornado uma questão que precisa ser discutida, com a finalidade de prevenir possíveis impactos negativos no período de 0 a 6 anos, principalmente.

As experiências online têm ocupado o lugar do brincar na natureza, o que é um sério problema, especialmente na primeira infância, fase em que as conexões cerebrais e o desenvolvimento infantil estão em ascendência. Especialistas chamam o fenômeno da exposição excessiva de crianças a computadores, celulares e TV de intoxicação digital infantil. Segundo dados da pesquisa Tic Kids Online Brasil 2019, naquele ano, 89% da população entre 9 e 17 anos era usuária de Internet, o que correspondia a cerca de 24 milhões de crianças e adolescentes, dos quais 95% tinham no telefone celular o dispositivo de acesso à rede.

Existem alguns fatores que contribuem para o excesso de telas, dentre eles a precariedade de espaços de lazer e o aumento da violência urbana, que levam ligado a manter a criança mais tempo em casa, com pleno acesso aos meios digitais. Apontamos para a necessidade de uma mudança nesse cenário para não prejudicar o bem-estar físico e mental das crianças. Isso significa dar o exemplo. Os adultos precisam fazer combinados sobre o uso de telas, mas também devem ser os primeiros a respeitá-los para que a aceitação das crianças seja mais natural, exercendo um papel parental positivo e estabelecendo uma conexão com a criança por meio do diálogo.

Ofertar hábitos como passeios a céu aberto, brincadeiras no parque, atividades no quintal ou na área comum dos prédios são atitudes que podem ajudar a desfocar o interesse da criança pelas telas para uma prática mais saudável. Caso contrário, ela tende a vivenciar o empobrecimento das habilidades motoras, das habilidades sociais e da exploração do mundo real.

Importante que as atividades ao ar livre e as brincadeiras em casa sejam diárias, pelo menos por uma hora, com a participação dos adultos em parte delas, para que os vínculos e o afeto sejam fortalecidos, alimentando a curiosidade e a autonomia dos pequenos.

Por que as telas fazem mal à criança?

A ciência já comprovou que o uso excessivo de telas é nocivo para o desenvolvimento físico, cognitivo e comportamental da criança. Dentre os problemas que causa, destacam-se: sedentarismo, obesidade, problemas osteoarticulares, como vícios posturais e dores musculares, baixa motricidade, manifestações oculares, como síndrome do olho seco, vista cansada e miopia, problemas auditivos pela exposição a excesso de ruído, além de questões relacionadas ao aspecto emocional.

A super estimulação causada pelas telas leva também à diminuição das horas e da qualidade do sono, interfere na capacidade de aprendizagem e pode causar sonolência diurna, o que atrapalha o dia a dia na escola e nas demais atividades. Foram também detectados atrasos na linguagem, porque as crianças aprendem a falar conversando com outras pessoas – e isso não acontece com as telas.

A falta de capacidade de atenção e de habilidade de saber esperar gera impulsividade, hiperatividade, baixa tolerância às frustrações, irritabilidade e estresse, outros efeitos desse uso excessivo.

Além de tudo isso, o mundo digital é um terreno perigoso para as crianças que, sem orientação e supervisão de adultos, podem sofrer prejuízos psicológicos ocasionados pelo cyberbullying, a versão digital do bullying, assim como riscos associados à exposição a conteúdos sensíveis sexuais e de violência.

Para fazer essa supervisão, é importante que os adultos utilizem ferramentas de controle parental e conversem sempre com suas filhas e seus filhos sobre o que estão acessando nas redes.

As telas são totalmente proibidas para as crianças?

Não exatamente, porque as ferramentas tecnológicas avançam a cada dia. Não tem como negá-las, já que são úteis a diferentes propósitos. No entanto, tudo depende do quando, quanto e de que forma elas ocupam nossas vidas, especialmente a de crianças em fase de desenvolvimento.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) orientam que o tempo de uso de telas esteja condicionado à faixa etária da criança, para evitar prejuízos à sua saúde física e mental:

Menos de 18 meses – Nenhuma exposição às telas, a não ser para videochamadas com mães, pais, avós, por exemplo.

18 meses a 2 anos – Pouca ou nenhuma exposição a telas. Esse é um período crítico para o desenvolvimento da criança, então estimule ao máximo a interação física com outras pessoas e a sua criatividade. Se a criança for exposta a telas, escolha conteúdos educativos de qualidade e assista com ela.

3 a 5 anos – Até uma hora ao dia. Tente planejar o tempo de assistir à TV com antecedência e resista à tentação de usá-la para acalmar ou distrair a criança, que nessa idade pode interagir com os personagens. Ajude-a a entender o que está vendo e aplicar isso ao mundo real. Quando possível, encontre livros ou jogos para que os pequenos interajam com seus personagens favoritos fora da tela.

6 a 10 anos – Entre uma hora e uma hora e meia ao dia. Nessa idade a criança já está na escola, então certifique-se de que ela não tenha o hábito de ficar exposta a TV, tablet e celular até que tenha terminado as tarefas. Tente balancear o uso criativo das telas e o que foca na diversão. Certifique-se de que esses momentos não ocupem o tempo que deve ser gasto com horas de sono adequadas, atividade física e outras atividades essenciais à saúde da criança.

E lembre-se: seja o modelo de comportamento que você deseja, por isso, limite o seu uso de telas a duas horas por dia.

No Crescer Aprendendo, programa implementado pela UWB (United Way Brasil), esse tema é central nas conversas e nos conteúdos compartilhados com as famílias participantes. Temos o compromisso de apoiá-las para que cuidem de suas crianças com segurança e conhecimento do que representam as telas no dia a dia dos pequenos. Este é um dos propósitos que fortalecem nossa parceria com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Condeca-SP), financiada com o direcionamento do Imposto de Renda das empresas Caterpillar, Elanco, Escola Móbile, Lear, O-I, Sanofi e 3M. Até abril de 2024, 450 famílias em situação de vulnerabilidade social, da região do Campo Limpo, Jardim Ângela e Parque Santo Antônio, em São Paulo, serão beneficiadas com segurança alimentar, apoio psicológico e formação sobre temas essenciais, como o do uso das tecnologias, para fortalecer o bem-estar de suas(seus) filhas(os).

Encerramos o mês de março com esta reflexão: como você pode fazer a diferença no desenvolvimento infantil de filhos, netos, sobrinhos, tendo em vista a sua rotina diante das telas? Como melhorar a sua qualidade de vida presencial para ser exemplo às crianças? Vamos juntos fortalecer as novas gerações para que possam crescer saudáveis em uma sociedade próspera, capaz de acolhê-las e apoiar o seu pleno desenvolvimento!

Fevereiro Laranja: vamos garantir saúde na primeira infância para fortalecer o desenvolvimento infantil!

Neste mês da campanha #ColorindoOCuidadoNaPrimeiraInfância, realizada sob o âmbito da parceria do Programa Crescer Aprendendo com o Condeca, ressaltamos uma data importante: o Dia Mundial da Justiça Social (20 de fevereiro). Escolhemos o tema saúde para fechar o mês, porque não existirá equidade, diversidade e justiça para todas e todos se não cuidarmos do desenvolvimento saudável de cada criança nos primeiros anos de vida.

Você sabia que, em 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu que saúde é um “estado de completo bem-estar físico, mental, social e espiritual, e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”? Isso significa que ambientes complexos e realidades difíceis tendem a influenciar negativamente o desenvolvimento saudável das pessoas.

Diferentes condições de vida, conhecidas como “determinantes de saúde”, abrangem desde o histórico genético até fatores relacionados à ecologia global. Onde a pessoa nasce, cresce, estuda, trabalha e envelhece, assim como a forma em que se dá a distribuição de renda e a garantia (ou não) de direitos, são fatores-chave que impactam, também, a saúde integral de cada indivíduo.

No caso da primeira infância, onde tudo começa, cuidar da saúde das crianças tende a fortalecer os seus processos de aprendizagem e seu pleno desenvolvimento. No entanto, esse cuidado precisa ir além da boa alimentação, imunização e acesso a consultas médicas, que, sem dúvidas, são essenciais.

Saúde 360º

As diferentes dimensões da vida da criança exigem cuidados para que ela se desenvolva de maneira saudável em toda a sua existência, o que significa olhar para os aspectos físicos, mentais e sociais, proporcionando uma melhor predisposição para o aprendizado.

O cuidado da saúde na primeira infância começa no pré-natal e se segue nas visitas periódicas ao pediatra, tendo a Caderneta da Criança como a bússola para um monitoramento permanente.

Além de receber assistência de saúde de qualidade, ter acesso a todas as vacinas e à alimentação e ao sono adequados para cada idade, é imprescindível que a criança receba carinho, afeto, respeito e proteção, especialmente de adultos que são suas  referências, que fazem toda a diferença no desenvolvimento e na aprendizagem infantil.

A criança saudável também é aquela em contato constante com a natureza, estimulada a brincar. Ela também recebe orientação sobre limites e afeto e vivencia relações positivas e afetivas com seus pares e com adultos de seu convívio.

Hidratar e se alimentar bem!

A alimentação e hidratação fazem parte da manutenção da saúde infantil. Mas vão além da nutrição em si, porque envolvem o especial contato com a mãe, já no útero e durante os primeiros seis meses, com amamentação exclusiva (leite materno ou fórmula); e com outros adultos, a partir da introdução de novos alimentos, iniciada após os seis meses.

Em cada etapa do desenvolvimento infantil, se a criança receber os cuidados adequados de nutrição, questões como transtornos alimentares, recusas e excessos, dentre outras relacionadas à alimentação, poderão ser evitadas. E como tudo isso pode ser realidade na vida de crianças em situação de alta vulnerabilidade socioeconômica?

É extremamente necessário o empenho de todos os envolvidos na definição de políticas públicas de primeira infância, pois nessa etapa da vida as crianças estão em pleno desenvolvimento de suas competências socioemocionais, um período em que tudo se organiza e o vínculo afetivo criado lhes dará segurança para o enfrentamento de dificuldades.

“Um dos grandes avanços em termos de políticas públicas é a implementação do Marco Legal da Primeira Infância, que visa a organização de leis estaduais e federais, possibilitando meios de vivência saudáveis a todas as crianças”, ressalta Edinete Nogueira, consultora e psicóloga do Programa Crescer Aprendendo.

O terceiro setor também é responsável pela garantia do acesso à saúde e demais direitos da criança, podendo alavancar ações de amplo e positivo impacto. Por isso, iniciativas como o Crescer Aprendendo, programa implementado pela United Way Brasil (UWB), podem fazer a diferença.

Até abril de 2024, o programa acontece por meio da parceria com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Condeca-SP), financiado com o direcionamento do Imposto de Renda das empresas Caterpillar, Elanco, Escola Móbile, Lear Corporation, O-I, Sanofi e 3M. São 450 famílias em situação de vulnerabilidade social das regiões do Campo Limpo, Jardim Ângela e Parque Santo Antônio,  localizadas em São Paulo, que são beneficiadas com segurança alimentar, apoio psicológico e formação sobre temas essenciais para fortalecer a saúde integral das crianças de 0 a 6 anos.

Por isso, encerramos o Fevereiro Laranja com um convite a você: vamos juntas(os) ampliar essa grande rede de apoio, para que as novas gerações possam crescer em uma sociedade saudável e próspera?

Como apoiar a saúde mental e emocional das mães-solo?

Para dar continuidade à campanha #ColorindoOCuidadoNaPrimeiraInfância, o Programa Crescer Aprendendo, da UWB, traz para o diálogo o tema do mês de janeiro: conscientização da saúde mental e emocional. A nossa campanha, que integra as ações da parceria do programa com o Condeca, quer focar no bem-estar de cuidadores da criança pequena, especialmente mães-solo em situação de vulnerabilidade.

A iniciativa nacional Janeiro Branco tem como objetivo alertar a população para os cuidados com a saúde mental e emocional, a partir da prevenção de doenças causadas pelo estresse, como ansiedade, depressão e pânico. Não é incomum que mães passem por situações exaustivas, especialmente aquelas que não contam com parceiras(os), nem rede de apoio para exercer a maternidade, uma jornada repleta de desafios.

Essa realidade é ainda muito mais complexa para as mães-solo da periferia, que vivem uma situação de vulnerabilidade não só econômica, mas também apresentam um aspecto emocional fragilizado que impacta negativamente a saúde mental.

A escassez de recursos básicos, emprego instável, moradia insalubre, ambientes violentos são rotina na vida de muitas delas, que se sentem permanentemente ameaçadas e sem condições de proteger seus filhos.

A inexistência de uma rede de apoio sólida acaba deixando essas mães emocionalmente isoladas, sem o suporte necessário para garantir bem-estar às crianças. Além disso, muitas delas, que vivem nessas condições, são vítimas de preconceito e do julgamento social, que as excluem de espaços e oportunidades. Perder o emprego ao voltar de licença-maternidade ou não ser contratada porque têm filhos ou, ainda, porque moram “longe”, são situações comuns vivenciadas por parte   dessas mulheres.

Outro aspecto que fragiliza a saúde mental (e física) das mães é manter o equilíbrio entre as atividades que têm de exercer no trabalho, na maternidade e na rotina da casa.

Todos esses aspectos levam à insegurança, ansiedade e ao medo frequentes , gerando  impacto na autoestima,  e intensificado a presença de sentimentos negativos que podem causar depressão, crises de pânico e outras doenças.

A falta de acesso a serviços de saúde na periferia também é uma questão crítica para elas, que não recebem informações sobre os cuidados e a importância de preservar a saúde mental, o que acaba por perpetuar o ciclo do sofrimento silencioso.

Por isso, é urgente estruturar mecanismos e oferecer ferramentas de apoio às mães-solo que criam seus filhos nas regiões mais vulneráveis.

COMO GARANTIR MAIS SAÚDE MENTAL E EMOCIONAL ÀS MÃES-SOLO?

Para fortalecer a saúde das mulheres em situação de vulnerabilidade são essenciais políticas públicas e uma atuação efetiva do sistema de cuidado e proteção. Garantir acesso à informação, aos meios de prevenção e recursos para tratamento de doenças emocionais são algumas formas de proporcionar bem-estar para elas e, consequentemente, para os filhos que estão sob seus cuidados.

A atuação das organizações sociais também se mostra essencial para que mães recebam suporte para si e suas crianças. É por isso que a UWB executa, nos territórios periféricos, o Programa Crescer Aprendendo.

A metodologia prevê uma curadoria de conteúdos elaborados por educadores, psicólogos e nutricionistas que compõem formações presenciais e on-line com foco nas famílias, especialmente nas mães-solo. As participantes também recebem apoio psicológico, em um espaço de escuta qualificada para as dores e angústias vivenciadas em seu cotidiano, além da possibilidade de garantia de  segurança alimentar para as crianças. O programa orienta as mães a frequentarem os equipamentos públicos e buscar seus direitos, ajudando-as a encontrar serviços que atendam às suas necessidades.

Uma rede de apoio é construída com as beneficiárias do programa, por meio de grupos no WhatsApp, permitindo a troca de experiências, de informações e a identificação de situações mais complexas que necessitem da intervenção de profissionais.

Essas ações ajudam as mulheres que criam seus filhos sozinhas a lidar com a insegurança, com os medos e as dificuldades, aliviando tensões e pressões que o exercício da maternidade, em ambientes desfavoráveis, acaba por gerar.

Atualmente, e até abril de 2024, o Programa Crescer Aprendendo acontece por meio da parceria com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Condeca-SP), cujo financiamento é feito pelo direcionamento do Imposto de Renda das empresas Caterpillar Inc., Elanco, Escola Móbile, Lear Corporation, O-I, Sanofi e 3M. A iniciativa tem beneficiado 450 famílias da região do Campo Limpo, Jardim Ângela e Parque Santo Antônio, em São Paulo, para incentivar a aprendizagem, a convivência familiar e comunitária cada vez mais saudáveis e seguras.

Na campanha Janeiro Branco de 2024, cujo slogan é “Saúde Mental, enquanto há tempo”, reforçamos o nosso compromisso com o desenvolvimento integral das crianças brasileiras, que também depende de mais bem-estar para suas mães e seus cuidadores. Vamos juntas(os) fortalecer essa grande rede de apoio para que a primeira infância possa crescer em uma sociedade mais digna e saudável.

#VamosJuntos #SaúdeMental #FormaçãoParental #UWB